A mesma lâmina, o mesmo núcleo, o mesmo terreno — e dois produtos diferentes dentro deles. A opção A é o que o caderno já tinha: 98 apartamentos grandes. A opção B nasceu do estudo do Wesley e da pesquisa de mercado dele: 108 apartamentos de 86 a 204 m². Tudo aqui foi medido pelo mesmo motor, na mesma régua. Voltar ao caderno →
Opção C: 136 m², três por andar, com a fachada em painel pré-moldado. Contra a opção A são +R$ 6,0 M de resultado; contra a B, +R$ 13,2 M. Mesmo prédio, mesmo núcleo, mesma estrutura — muda a largura da unidade.
Esta recomendação mudou em 09/09, e é justo dizer por quê. Até esta data a página recomendava a opção B, com o apartamento de 86 m². O estudo daquele dia registrava, numa seção chamada “o que o sistema NÃO mediu”, que não havia como saber o preço por faixa de área na venda — e por isso o preço do 86 m² foi arbitrado com prêmio de 7 % sobre o de 108 m². O arquivo que aquela seção citava não existe. O que existe tem área em 100 % dos 12.216 anúncios, e ele diz o contrário: a faixa de 70–90 m² vale 36 % menos por metro que a de 90–110, não mais.
Duas coisas seguem valendo e não são opinião: o corpo de bombeiros obriga antecâmara e elevador de emergência acima de 80 m — já está desenhado; e o custo de obra real não é 48 nem 59 milhões.
As Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros de Minas exigem, em prédio residencial acima de 80 metros, antecâmara pressurizada no acesso à escada e elevador de emergência com poço próprio. O caderno dizia que a escada pressurizada dispensava a antecâmara — isso vale até 80 m, e a torre tem cerca de 100.
duas portas corta-fogo, pressurizada a 50 Pa, em todos os 30 níveis
sobe para junto da escada, ganha poço de 4 horas de resistência e circuito próprio no gerador
coube nos mesmos 4,5 m de núcleo, sem alargar a torre e sem mover porta de apartamento
99,9 m de altura, 30 pavimentos, mesmo núcleo e mesma área vendável por andar (408 m²). O que muda é o ritmo da fachada: a unidade tem 13,0 m na opção A, 10,4 + 14,2 m na B e 16,4 m na C. A diferença aparece aqui antes de aparecer na planilha.
Mesma obra (R$ 58,96 M), mesmo prazo (36 + 20 meses), mesma permuta (11 %), mesmo financiamento (banco em 50 % da obra + tabela progressiva de 0,4 %/mês). O que muda é só o produto.
| Opção A | Opção B | Opção C — recomendada | REV00 do Wesley | |
|---|---|---|---|---|
| Apartamentos | 98 | 108 | 84 | 108 |
| Tipologias | 84 × 108 m² + 14 Sky × 160 m² | 52 × 86 m² (2 suítes) + 52 × 118 m² (3 suítes) + 4 × 204 m² (coroa) | 84 × 136 m² (3 suítes + escritório) | 108 × 100 m² (80 a 120) |
| Área privativa | 11.312 m² | 11.424 m² | 11.424 m² | 10.813 m² |
| Preço médio | R$ 10.495/m² | R$ 10.522/m² | R$ 10.543/m² | R$ 10.200/m² |
| VGV | R$ 118,7 M | R$ 120,2 M | R$ 120,4 M | R$ 110,3 M |
| Resultado — preço arbitrado, obra 59 M | R$ 24,3 M | R$ 25,4 M | — | R$ 17,8 M |
| Margem — idem | 20,4 % | 21,1 % | — | 16,1 % |
| Resultado — preço MEDIDO, obra 64 M | R$ 1,8 M | −R$ 5,4 M | R$ 7,9 M | — |
| Margem — idem | 1,6 % | −5,3 % | 6,5 % | — |
| Retorno ao ano | 38,7 % | 40,2 % | 10,7 % | 29,6 % |
| Caixa preso no pico | R$ 16,3 M | R$ 16,3 M | R$ 16,3 M | R$ 16,6 M |
| Ticket de entrada | R$ 1,08 M | R$ 920 mil | R$ 1,43 M | R$ 816 mil |
| Condomínio na menor unidade | R$ 1.524 | R$ 1.138 | R$ 1.795 | — |
| Estoque da tipologia principal | 18,4 meses (3 dorm.) | 10,0 meses (2 dorm.) | 18,4 meses (3 dorm.) | 18,4 meses (3 dorm.) |
| R$/m² MEDIDO na faixa | 8.935 (n=102) | 5.751 (n=108) | 9.420 (n=130) | 8.935 |
| Financiamento pelo comprador | tudo dentro do teto do SFH | tudo dentro do teto do SFH, coroa inclusive | dentro do teto do SFH | dentro do teto |
Por que há duas linhas de resultado. A de cima é como as opções foram precificadas até 08/09: preço por metro arbitrado, e obra de R$ 58,96 M. A de baixo aplica a curva de preço por faixa de área medida em 12.216 anúncios do sistema de pesquisa da casa, com a meta de obra honesta de R$ 64 M. A ordem entre as opções na leitura de baixo é a mesma nos três cenários de preço e nas duas obras testadas — é isso que dá confiança nela, não o número em si.
Velocidade de venda por tipologia: Sinduscon-Triângulo, 1º trimestre de 2026 — a mesma pesquisa anexada ao estudo do Wesley. Curva de R$/m² por faixa: imoveis_geo.geojson, apartamentos, mediana e intervalo de confiança de 95 % por bootstrap, medido em 09/09/2026. Anúncio é oferta, não venda fechada — o nível da curva é piso, e o que ela mede com segurança é a razão entre faixas. Resultado, margem, retorno e caixa: motor de viabilidade da casa, pilha com banco.
O estudo do Wesley usa o preço unitário certo — ele difere só 1,4 % do nosso levantamento item a item. Só que ele aplica esse preço a 17.727 m², e o programa que está desenhado tem 21.456 m². Três caminhos independentes chegam ao mesmo lugar.
R$ 3.079,90 por m² × 21.456 m²
o mesmo arquivo, sem o fator 0,636 que forçava o teto de 48 M
custo direto e indireto somados linha a linha
| Custo de obra | Margem | Resultado | Leitura |
|---|---|---|---|
| R$ 48,0 M | 31,1 % | R$ 36,9 M | a meta antiga — não se sustenta no programa desenhado |
| R$ 58,96 M | 20,4 % | R$ 24,3 M | o número do REV00, na área menor |
| R$ 59,4 M | 20,0 % | R$ 23,8 M | o ponto em que a margem encosta no piso de disciplina |
| R$ 64,0 M | 15,5 % | R$ 18,4 M | a meta honesta, já com as economias possíveis |
| R$ 66,0 M | 13,6 % | R$ 16,1 M | o número com que se trava preço de lançamento |
O que devolve a margem: obra em R$ 64 M + preço do apartamento principal a R$ 1,17 M + obra em 33 meses em vez de 36 + permuta negociada a 10 %. Isso dá R$ 26,3 M e 20,8 %. São quatro alavancas, e nenhuma delas é apertar o orçamento no papel.
Bomba de calor central, não aquecimento solar.
O solar não é caro — é grande demais. Precisaria de 320 m² de coletor e o terraço tem 87 m² livres depois da piscina e da casa de máquinas. A bomba de calor ocupa 40 m², custa R$ 0,24 M a mais e tira 0,23 ponto da margem.
Infraestrutura por apartamento, sistema central só nas áreas comuns.
O sistema central carrega de 40 a 90 kg de gás refrigerante; a norma de segurança admite 11 kg num quarto de 28 m³. Além disso, os 89 metros entre o terraço e o primeiro andar batem no limite dos fabricantes. O central custaria 3,5 pontos de margem.
R$ 64 M como meta, R$ 66 M para travar preço.
Nunca os dois no mesmo lugar: com 64 se negocia construtora, com 66 se define o preço de venda. A diferença é a margem de segurança que não se gasta duas vezes.
22,4 % do custo de obra · R$ 134,7 mil por apartamento
16,4 % do custo de obra · R$ 89,8 mil por apartamento
Mais apartamentos não barateiam o condomínio por metro quadrado, porque a área privativa total encolhe junto. Nas duas opções o custo fica em torno de R$ 14 por m² por mês. O que a opção B barateia é o ticket de entrada: R$ 1.138 contra R$ 1.524. Isso é objeção de venda, não planilha de custo.
A meta de R$ 8 a 9 por m² que estava no caderno não sobrevive ao programa de lazer desenhado — e não é pessimismo nosso: prédios comparáveis em São Paulo estão em R$ 15,10. Recomendação: portaria híbrida em vez de remota (portaria é o segundo atributo de decisão de compra) e comunicar R$ 13 a 14 por m² desde o lançamento.
Sete disciplinas em nível de anteprojeto, desenhadas a partir da mesma geometria que as travas mediram: estrutura e fundações, hidráulica e gás, elétrica e telecomunicações, incêndio, climatização, fachada e sistemas, e a coordenação. Cada prancha sai em DWG (abre em qualquer CAD) e em PDF para imprimir.
As pranchas são de anteprojeto e servem para pedir e conferir proposta de projetista. Elas não substituem projeto executivo com responsável técnico — o que cada disciplina precisa entregar, em que fase e por quanto está na planilha de quantitativos e na base de coordenação.